E é isso que nos somos, tapa buracos. Somos feitos para ajudar alguem a esquecer de outro alguem. Somos renovaveis, descartaveis na vida das pessoas. Sai um, chega outro, e temos que aprender a tornar esse ”outro”, o nosso ”unico”. Ate ele resolver partir novamente. É essa a lei da vida, idas e vindas que nunca parecem acabar. E nos temos que aprender a nos adaptar a isso, temos que aprender a esquecer, a substituir pessoas insubstituiveis, temos que deixar pra trás e seguir em frente. Porque o mundo não para pra’ouvir nossas lamentações. Temos que aprender a preencher o vazio que é deixado pelas pessoas. Temos que aprender a curar as feridas, nem que para isso seja necessario nos machucar novamente.
“Pois saiba que apesar de eu tanto relutar, sempre vai ter alguém pra me fazer duvidar. Que tudo que eu quero alguém pra ocupar o lugar, de quem não vai voltar”
Lucas Silveira
(Source: threeinthemorning)
Noites frias em que eu preparo um chá bem quente, compro as mais variadas besteiras de comer e me tranco em meu quarto, buscando refletir e encontrar uma solução para os problemas do mundo. Me encolho dentre as cobertas, coloco os fones de ouvido e dou preferência às músicas lentas. Me irrito em seguida, barulho constante me perturba. Olho para um lado, para o outro e tenho aquele sentimento de falta, aquele vazio.
Inquieto, nada me chama atenção ou consegue prendê-la por mais de cinco minutos, nem mesmo o computador que, por muitas vezes, foi meu companheiro. Checo o celular e não há nada de novo. O livro que sempre amei, de repente, parece desinteressante. Me recosto, fecho os olhos e, por uma fração de segundo, fico fora de mim. Desperto e a explicação parece latente. O que eu tenho é solidão.
(Source: threeinthemorning)
(Source: threeinthemorning)